quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Infected Mushroom - Artillery

COGUMELOS ALUCINOGÉNICOS


Distorções visuais, tais como o efeito de paredes respirando e o movimento de padrões (especialmente geométricos, complexos ou listrados);
Sensação de vertigem;
Delineamento de objetos distantes (o céu parece ter sido pintado);
As cores parecem mais vibrantes e vivas;
Gargalhadas e sorrisos incontroláveis;
Aumento da sensibilidade ao toque (principalmente tocando objetos com texturas interessantes);
Aumento da transpiração;
Perda de apetite;
Distinções auditivas muito mais sensíveis;
Sensibilidade aos sabores, texturas e temperaturas na boca;
Pupilas dilatadas;
Visuais com olhos fechados;
Aumento dos batimentos cardíacos; Euforia;
Olhos lacrimejantes, especialmente quando bocejar;
A língua, garganta e respiração parecem estar integradas com o processo de pensamento;
Sensação estranha ao redor dos dentes;
Sensação de "wah, wah" no corpo, como estivesse sendo bombardeado por algum tipo de força cinética.

Observação: Estes sintomas podem ocorrer sozinhos ou em conjunto, variando de pessoa para pessoa.Os cogumelos mágicos ou cogumelos psicoactivos, são considerados cogumelos alucinogénicos ou psicadélicos. Contêm Psilocibina e Psilocina que são alcalóides activos. A psilocibina é quimicamente semelhante ao LSD e tem a denominação científica de orthophosphoryl-4-hydroxy-n-dimethyltryptamine.



São geralmente ingeridos crus, secos, cozinhados ou em forma de chá, desde há muito usados no México, Guatemala e Amazonas em rituais religiosos e em rituais de cura por curandeiros. As primeiras referências ao seu consumo estão documentadas a partir de 1502, sendo feita referência ao uso de cogumelos em rituais nas festas de coroação de Moctezuma, o último imperador Azteca.



Provavelmente, o cogumelo alucinogénico mais popular é o Amanita Muscaria, descrito por Lewis Carroll no livro Alice no Pais das Maravilhas.
Usado desde há mais de 6000 anos, é, por vezes confundido com variedades muito semelhantes mas letais. É também sabido que os povos primitivos da Sibéria tinham o hábito de armazenar a urina de consumidores de Amanita, usando-a como droga alucinogénea.



Os efeitos dos cogumelos mágicos ou Alucinogénicos parecem estar associados às condições psicológicas e emocionais do consumidor, assim como ao contexto em que esse consumo se verifica, são semelhantes ao LSD mas menos intensos e duradouros. Os efeitos começam a surgir cerca de 25 a 30 minutos após a ingestão e podem durar até 6 horas. Os cogumelos psicoactivos não originam tolerância se os consumos forem espaçados em pelo menos 3 dias. Não provocam igualmente dependência física e o potencial de dependência psicológica é reduzido.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Delerium - Silence ft. Sarah McLachlan

Chill out


Chill out (ou chillout) é um termo derivado do calão para a palavra "relaxar" em inglês, emergido nos inícios e meios da década de 1990 como um termo geral para vários estilos de música de relativa melodia e baixo tempo feitas por produtores contemporâneos na música eletrônica. Um número de compilações com o termo "Chill Out" nos seus títulos foi lançada a partir de meados dos anos 1990, ajudando a estabelecer o gênero como muito próximo do que seria downtempo e trip hop mas também incorporando, especialmente no início do século XXI, variedades mais calmas de música house, nu-jazz, psybient e música lounge. O gênero também inclui algumas formas de trance, música ambiente e IDM, e incorporou inteiramente o gênero mais antigo de Balearic Beat, embora esse termo ainda seja usado de várias formas com chill out. Chill out é geralmente tonal, relaxante (ou pelo menos não tão "intenso" como outra forma de música pelos estilos de que deriva), e geralmente não incorpora música que enfatiza "hard", "profundo" ou particularmente ritmos hipnóticos. É por vezes chamada de "techno suave".

Uma inteira cultura à volta da música chill out evoluiu, com muitos bares e clubes populares, desenhados com um ambiente retrô ou futurista, devotado ao gênero. O Ministry of Sound em Londres presidiu a muitos eventos chill out em lugares como Ibiza e há centenas de títulos de compilação de mistura incluindo as palavras "chill out" ou apenas "chill" que buscam a audiência chill out. Já em 2005, "chill out" é reconhecido por todas as grandes revistas de dança e as suas tabelas de popularidade, no Reino Unido.

Os estilos chill out são semelhantes a Leftfield inspirado pelo grupo que dá por esse nome. Há muitos bandas que fazem música chill out, como Lemon Jelly, Urban Myth Club e os aptamente chamados Chillage People; DJs que se especializaram em chill out como Youth, Alex Paterson, Dr. Chill, Unity Dub, The Only Michael, Chris Coco, Pete Lawrence e Mixmaster Morris, o último conhecido por ter lançado Global Chillage; organizações que se focam neste estilo como Chillout Zone, Liquid e Lounge Productions; gravadoras como Liquid Sound Design, Vagalume, Ultimae e Interchill; e eventos como The Big Chill e Sundaze. Frequentemente a música é misturada com vídeos de arte por VJs com gentileza, imagens da natureza relaxantes ou gráficos electrónicos.

O festival The Big Chill é um grande evento anual direccionado para chilled out clubbers e famílias em Eastnor Castle, Herefordshire com performances residentes incluindo Gilles Peterson e Norman Jay.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Pré Trance Music



Anos Sessenta









No fim do século XVII (mais especificamente, no ano 1672), com a explosão da liberdade sexual, grupos de jovens que não se conformavam com os valores efêmeros da sociedade mercantilista(vaidade, consumismo, estética, e violência) – [[Hippies]] – se reuniam para protestar com muitas flores e música. Em outras palavras, mais um bando de vagabundos norte-[[americanos]] de classe média que adorava entupir o rabo de ácido.


Anos Setenta ''Sexo(Duvidoso), Drogas e Rock'n'Roll!''














Os Hippies, por possuir o maior índice de adaptação na história da evolução prossimia, chega rapidamente à [[Índia]], mais especificamente no estado de Goa que, como um bom estado de um país subdesenfudido, dependia basicamente do turismo sexual como fonte de renda. E foram lá aonde, nos anos 70, começam a surgir as primeiras Raves, porém, regadas a [[Rock Progressivo]] ([[Pink Floyd]], Janis Joplin, [[Britney Spears]], New Kids on the Block, Milionário & José Rico, etc) numa versão menos ''Ultra-Aguda-Pseudo-Nerd-Pre-Exponencial-Prolifico-Cultural'' do que hoje também é conhecido como Private Party.

Anos Oitenta ''Os drogados aprendem a dançar.''






Paralelamente, nos [[Estados Unidos da América]], surgia a House Music que, surpreendentemente agradou muito os Roqueiros-pós-Modernos-Neo-Punk-Semi-Hippies porém sobre a faceta de '''Acid''' (conveniente, não?) '''House'''. Agora o circo foi armado! Com a música eletrônica como, aliada a overdose era o limite! As reuniões sociais para moços começaram a sair das praias de Goa e a invadir a [[Europa]] com as famosas “GLBT Swing Parties” numa época que ficou conhecida como “Summer Of Love” ou [[Peste Negra]].

Anos Noventa ''O apogeu da (falta de)cultura Psy Trance.''



Quando ninguém agüentava mais aquela infernal música de academia, alguém (acredita-se que [[Goa Gil]]) teve a brilhante idéia de misturar música eletrônica com pérolas da cultura mundial tipo: O Trem da Alegria, música indiana, Balão Mágico, Rock Psicotico, barulhos de [[Atari 2600]], Discos da [[Xuxa]] e aquela deliciosa sensação de dropar uma bala em grupo, assim nascia o Goa Trance. Como se a música já não fosse ruim o bastante, ainda tiveram a pachorra misturar a cultura indiana a esse mega coquetel humano de bizarrices, criando assim uma pseudo-religião que mistura Hinduismo, Budismo, [[Satanismo]], rituais shamânicos, [[teletubbies]], fastfoods, alienígenas e, é claro, várias novas boas desculpa para dar pedaladas e mais pedaladas.

Aparentemente a mistura funcionou, principalmente com a geração babaca de pós-[[adolescentes]] de classe média-alta que adorava torrar a grana dos pais e tirar onda de revoltados/estilosos/alternativos. A herança dos ''Narkotikós Anglu-Saxones'' era evidente. Num curto espaço de tempo os estranhos hábitos dos tranceiros foram se espalhando pelo terceiro mundo como pragas que são. A música foi exaustivamente tocada, reutilizada, remasterizada, reestilizada, refocada, defocada até que, no fim dos anos 90, alguém de bom senso declarou a morte do Goa Trance, assim nascia o Psy Trance.

Atualmente Pós Morte Psyzera.
Hoje, o que se vê é a comercialização de um natimorto musical que um dia já foi uma grande e bela manifestação contra ... (?). Não há muito que dizer sobre o Psy Trance, afinal ele continua igual ao Goa Trance, as diferenças são basicamente quanto ao conceito, Goa Trance é música pra se drogar e ver doendes, Psy Trance é música para ganhar dinheiro (produtor) e se drogar (psyzero).

trance


A Índia sempre foi um país de múltiplas facetas. Nesta terra singular situa-se Goa, na costa oeste, a aproximadamente 600 km ao sul de Bombay. Goa é um Estado e não uma ilha, como muitos pensam, e foi uma colônia portuguesa até 1962. Devido a isso, Goa tem até hoje uma forte influência cristã e difere das outras áreas da Índia em relação à liberdade, tolerância religiosa e diversidade cultural. Por causa do seu clima - média anual entre 20C e 34C -, suas praias quase desertas e sua cultura desprendida em relação ao dinheiro, em contraste com nossa civilização ocidental, Goa tornou-se um ponto de encontro internacional de "new agers", místicos, anarquistas, filósofos, traficantes de drogas e pessoas interessadas em espiritualismo. Os moradores locais são amigáveis e receptivos aos visitantes. Assim, Goa tem sido um verdadeiro paraíso para jet-set hippies e viajantes mochileiros, todos conectados através do desejo de quererem ter uma posição fora do sistema ocidental, além de anciarem poder fugir do inverno gelado da Europa e EUA. Todos procuram em Goa o lado intenso e bonito da vida. E é claro que a música não poderia faltar nesse cenário. No início, as festas nas praias eram tomadas pelo rock psicodélico e pelo reggae. Estas festas se tornavam cada vez mais populares. Decorações feitas de cores fluorecentes e a mitologia indiana tornaram-se parte da vida de Goa. Entre 1987 e 1988 um DJ francês chamado Laurent teve a idéia de tocar música eletrônica nessas festas. No início ele teve muita oposição, mas com o tempo a faísca pegou fogo e a música eletrônica passou a ser parte da cena de Goa.

Goa Gil foi da Cailfórnia até Goa e eventualmente se tornou o maior protagonista da música eletrônica em Goa, mantendo esse título até hoje. Foi ele que criou a conexão entre batidas eletrônicas, espiritualidade, yoga e música com o seu conceito de "redefinir o antigo ritual tribal para o século XXI", guiando o público através do trance a um estado de consciência mais elevado.Naquela época os CDs ainda não eram populares e o calor e a poeira de Goa não eram propícios para o vinil. A música desenvolveu-se para uma colorida mistura de Post-Wave, Electronic Body Music (EBM), New Beat, Front 242, Nitzer Ebb, variando entre música eletrônica belga, inglesa e americana. O início da cena rave em inglaterra também chegou em força a Goa e foi esta mistura de culturas que deu origem aquilo que chamamos Goa Trance ou Trance 604.O mês de abril trazia um calor insuportável, e as chuvas duravam até agosto, então as pessoas aproveitavam para voltar aos seus países de origem, levando e espalhando com eles a cultura de Goa, e também voltando para Goa com novas influências. Nessa altura, Goa havia se transformado num dos centros de música eletrônica mais inovativos do planeta, graças a ajuda do walkman e posteriormente do DAT (Digital Audio Tape).

A reputação de Goa como um paraíso aumentava e trazia cada vez mais viajantes do mundo inteiro. Na Alemanha, as pessoas que se conheceram nas festas da Índia passaram a se encontrar regularmente a 30 km ao sul de Hamburgo num local desconhecido chamado Waldheim, entre 1989 e 1990.Nos pubs as pessoas começaram a planejar uma mega rave, então em 1991 foi feita a primeira Voov-Experience, com mais de 1500 pessoas. Utilizando as estruturas de estúdio de gravação do seu selo Butterfly, Youth batizou o seu novo selo de Dragonfly. Este selo tornou-se o primeiro da cena psychedelic em Londres. Simon Posford, engenheiro de som do Butterfly, criou o projeto eletrônico Hallucinogen. O primeiro lançamento do Dragonfly saiu em maio de 1993, uma coletânea com bandas como Genetic, Gumbo, TIP e Black Sun. A segunda coletânea, Project II Trance, foi lançada em agosto do mesmo ano e incluía faixas do grupo francês Total Eclipse e do Mandra Gora, produzido por Johann e Youth. No ano seguinte mais singles foram lançados e vieram as primeiras músicas do Hallucinogen. Man With No Name, Prana, Ayahuasca, Slinky Wizard e Doof foram outros grupos que surgiram em seguida.Em 1994 a cena psy-trance da Inglaterra havia se desenvolvido rapidamente, e festas grandes como Return to the Source aconteciam, enquanto inúmeros selos de psy-trance começavam a surgir. Enquanto isso, a fama de Goa se espalhava cada vez mais pelo mundo, resultando num fluxo muito grande de turistas. Em 1998 havia quatro vezes mais o número de turistas do que em 1994. Assim a longa relação cultivada entre os ravers e moradores foi destruída. Tudo passou a custar mais caro, pois os indianos perceberam o imenso potencial financeiro que aqueles visitantes de países abastados estavam trazendo para Goa. O espírito original de Goa desapareceu em pouco tempo.

Ao mesmo tempo, novos conceitos e idéias surgiram, combinando elementos de trance, techno e house. Na Alemanha já existia uma cena de músicos e produtores como Digital Sun / Tarsis, Ouija, Earth, Ololiuqui, Shiva Chandra e muitos outros. Com o festival Voov-Experience como o seu ponto de encontro anual, esta nova face da cena trance rapidamente se alastrou pelo resto da Europa. Muitos suecos se contagiaram com este achado musical e desenvolveram a sua própria cena progressiva. O primeiro e mais conhecido deles foi o Atmos, projeto eletrônico fundado por Tomasz Balicki. Através de um single lançado pela Eve Records (Body Trance), ele fez contato com Cass Autbush, que junto com James Monro estava reestruturando o selo Flying Rhino. A música Klein Aber Doctor do Atmos foi um dos maiores sucessos lançados pelo Flying Rhino até aquela data. O novo tipo de som progressivo deu à cena um novo frescor. Até selos mais "conservadores" como o Dragonfly renderam-se ao trance progressivo. Depois do lançamento de um álbum através do selo Novatekk, a banda sueca Son Kite conseguiu aumentar a plataforma para lançamentos de mais bandas suecas.

Assim surgiu o psy trance que conhecemos hoje, uma mistura de inumeras culturas e saberes.

Conceitos de Perfeição


Nasce o ideal da nossa consciência da imperfeição da vida. Tantos, portanto, serão os ideais possíveis, quantos forem os modos por que é possível ter a vida por imperfeita. A cada modo de a ter por imperfeita corresponderá, por contraste e semelhança, um conceito de perfeição. É a esse conceito de perfeição que se dá o nome de ideal.Por muitas que pareça que devem ser as maneiras por que se pode ter a vida por imperfeita, elas são, fundamentalmente, apenas três. Com efeito, há só três conceitos possíveis de imperfeição, e, portanto, da perfeição que se lhe opõe.
Podemos ter qualquer coisa por imperfeita simplesmente por ela ser imperfeita; é a imperfeição que imputamos a um artefacto mal fabricado. Podemos, por contra, tê-la por imperfeita porque a imperfeição resida, não na realização, senão na essência. Será quantitativa ou qualitativa a diferença entre a essência dessa coisa imperfeita e a essência do que consideramos perfeição; quantitativa como se disséssemos da noite, comparando-a ao dia, que é imperfeita porque é menos clara; qualitativa como se, no mesmo caso, disséssemos que a noite é imperfeita porque é o contrário do dia.

Pelo primeiro destes critérios, aplicando-o ao conjunto da vida, tê-la-emos por imperfeita por nos parecer que falece naquilo mesmo por que se define, naquilo mesmo que parece que deveria ser. Assim, todo o corpo é imperfeito porque não é um corpo perfeito; toda a vida vida imperfeita porque, durando, não dura sempre; todo o prazer imperfeito porque o envelhece o cansaço; toda a compreensão imperfeita porque, quanto mais se expande, em maiores fronteiras confina com o incompreensível que a cerca. Quem sente desta maneira a imperfeição da vida, quem assim a compara com ela própria, tendo-a por infiel à sua própria natureza, força é que sinta como ideal um conceito de perfeição que se apoie na mesma vida. Este ideal de perfeição é o ideal helénico, ou o que pode assim designar-se, por terem sido os gregos antigos quem mais distintivamente o teve, quem, em verdade, o formou, de quem, por certo, ele foi herdado pelas civilizações posteriores.
Pelo segundo destes critérios teremos a vida por imperfeita por uma deficiência quantitativa da sua essência, ou, em outras palavras, por a considerarmos inferior - inferior a qualquer coisa, ou a qualquer princípio, em o qual, em relação a ela, resida a superioridade. É esta inferioridade essencial que, neste critério, dá às coisas a imperfeição que elas mostram. Porque é vil e terreno, o corpo morre; não dura o prazer, porque é do corpo, e por isso vil, e a essência do que é vil é não poder durar; desaparece a juventude porque é um episódio desta vida passageira; murcha a beleza que vemos porque cresce na haste emporal. Só Deus, e a alma, que ele criou e se lhe assemelha, são a perfeição e a verdadeira vida. Este é o ideal que poderemos chamar cristão, não só porque é o cristianismo a religião que mais perfeitamente o definiu, mas também porque é aquela que mais perfeitamente o definiu para nós.
Pelo último dos mesmos critérios teremos a vida por imperfeita por a julgarmos consubstanciada com a imperfeição, isto é, não existente, porque a não existência, sendo a negação suprema, é a absoluta imperfeição. Teremos a vida por ilusória; não já imperfeita, como para os gregos, por não ser perfeita; não já imperfeita, como para os cristãos, por ser vil e material; senão imperfeita por não existir, por ser mera aparência, absolutamente aparência, vil portanto, se vil, não tanto com a vileza do que é vil, quanto com a vileza do que é falso. É deste conceito de imperfeição que nasce aquela forma de ideal que nos é mais familiarmente conhecida no budismo, embora as suas manifestações houvessem surgido na Índia muito antes daquele sistema místico, filhos ambos, ele como elas, do mesmo substrato metafísico. É certo que este ideal aparece, com formas e aplicações diversas, nos espiritualistas simbólicos, ou ocultistas, de quase todas as confissões. Como, porém, foi na Índia que as manifestações formais dele distintivamente apareceram, podemos ser imprecisos, porém não seremos inexactos, se dermos a este ideal, por conveniência, o nome de ideal índio.